Parlamentares Cobram Urgência na Votação da PEC 300 Que Estabelecerá Piso a Profissionais de Segurança

26/06/2011 por Roberto Infanti Deixe um comentário »

DEPUTADOS COBRAM DE MARCO MAIA VOTAÇÃO DA PEC Nº 300

Essa atitude dos nosso nobres parlamentares realmente estebelece um paradoxo, pois ao mesmo tempo que nos causa repulsa, porque, enquanto oportunistas, se aproveitam da situação causada por eles mesmo, pois são governo, lembem-se que o Brasil é uma Republica Tripartite e, estando lá desde sempre, sabe-se lá quantos mandatos, nada fizeram para resolver o problema, por outro lado, mesmo sendo oportunismo, é o que os respeitáveis e queridos Bombeiros e Policiais Militares precisam.

Um grupo de deputados do DEM se reuniu na quarta-feira (22.06) com o Presidente da Câmara, Marco Maia, para pedir urgência na votação da Proposta de Emenda à Constituição que cria um piso salarial para policiais e bombeiros (PEC nº 300/08). Participaram do encontro o Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Mendonça Prado (SE), além dos Deputados Ronaldo Caiado (GO), Onyx Lorenzoni (RS) e Pauderney Avelino (AM).

Mendonça Prado ressaltou que os profissionais de segurança esperam uma posição da Câmara até o dia 5 de julho e, a partir dessa data, prometem realizar manifestações públicas. O deputado pediu agilidade na votação da proposta pelo Plenário para evitar conflitos como o que ocorreu no Rio de Janeiro, onde mais de 400 bombeiros foram presos após protesto por aumento salarial.

“É preciso votar a matéria em segundo turno na Câmara para evitar manifestações e atos de revolta por parte dos policiais. Não é possível que um profissional de segurança em estados ricos ganhe apenas R$ 900,00. Esse é um salário indigno para quem arrisca a vida diariamente”, disse.

A PEC nº 300 foi aprovada em primeiro turno pelo Plenário da Câmara em julho do ano passado. No mês passado, o presidente da Câmara anunciou a criação de uma comissão especial para tentar conciliar o interesse dos profissionais com o dos governos estaduais. “Essa comissão especial é um equívoco”, criticou Mendonça Prado, que foi relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e na comissão especial que redigiu o texto final.

“O texto foi votado em primeiro turno, já passou por uma comissão especial, então essa história de [outra] comissão especial tem o objetivo apenas de protelar a discussão”, disse. “Esse processo chegou a um limite que nós não aguentamos mais. Os policiais estão se sentindo traídos pelo Parlamento.”

Já para o Deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), é preciso buscar um acordo na comissão especial antes de a proposta ser votada no Plenário. “Embora a PEC nº 300 tenha apoio maciço do Congresso, ainda existe uma posição dos governos estaduais. Nós temos que votar a lei que gera despesa, mas temos também que indicar de onde vem o recurso”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara

Os comentários estão fechados.