Reforma da Previdência Social a Quem Interessa?

06/06/2017 por Roberto Infanti Deixe um comentário »

Não à Mentira da Previdência Deficitária! Pela não Aprovação da Reforma da Previdência (Pec 287/16)

O Governo Federal tem feito propaganda massiva de que a Previdência Social é deficitária, e com isso, pretende condenar o povo brasileiro a trabalhar até por volta de 70 anos de idade para ter direito à aposentadoria integral.

Importante ressaltar que aquele trabalhador que não é funcionário público, está propenso a ser demitido a qualquer momento. Seja por questão salarial, seja por declínio nos negócios da empresa, seja por saúde, ou quaisquer outros motivos. Certo é que essa circunstância se dá, normalmente quando o trabalhador está com meia idade, na casa dos 40 (quarenta) anos. Entretanto, com essa idade, esse trabalhador já está descartado para o mercado de trabalho. Tem muita experiência, porém o salário é alto, devido aos anos de atividade. Tem muita qualificação, mas tem muitos vícios laborativos, assim é preferível contratar um jovem inexperiente e moldá-lo. Obviamente que esse jovem entrando no mercado tem poucas exigências, muita disposição e subordinação, e o salário cerca de 30% daquele profissional descartado. Pense nisso quando levantar a bandeira da reforma na previdência!

Diversos estudos, incluindo o da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) comprovam que a Previdência Social não é deficitária.

Por outro lado, em diversos países desenvolvidos, as pessoas recebem educação financeira desde cedo e aprendem a investir suas economias de forma a se aposentar sem depender da previdência social.

Isto também é um fato. Todavia, não é uma cultura brasileira.

Acabar com a Previdência Social seria uma forma de forçar o brasileiro a desenvolver o hábito de investir em títulos públicos, CDBs, RDBs, fundos imobiliários, ações, dentre outros para poder usufruir da aposentadoria. Isto não só faria o pais crescer economicamente como, talvez, seria mais lucrativo para o próprio trabalhador. Porém, seria apenas para as gerações futuras que começasse, nos primeiros anos de trabalho, a poupar e investir.

O preço dessa medida drástica, destruir a previdência social, é condenar o trabalhador atual a trabalhar praticamente até morrer ao invés de se aposentar!

Talvez, até por uma questão de higidez, poderia ser aberta uma discussão nacional a respeito do tema, contudo, uma discussão ampla e aberta, envolvendo todos os setores da sociedade e, acima de tudo, a Previdência como um todo, abrangendo os funcionários públicos, políticos, militares, e demais trabalhadores do setor privado. Acabar com os privilégios de uma casta. Tiramos a Família Real e criamos uma realeza burlesca da ralé brasileira que nos custa mais caro.

Além disso, de imediato, as empresas de Previdência Privada seriam amplamente beneficiadas porque aumentariam estratosfericamente seus lucros. Não por acaso, o autor da atual reforma da previdência teria interesse direto na aprovação da reforma, já que é conselheiro de uma das maiores empresas de Previdência Privada do país, a BrasilPrev, do Banco do Brasil.

Por tudo isso, os associados da Associação dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo- AFPESP, seus familiares e sociedade em geral pedem aos Deputados e Senadores que não aprovem a reforma da Previdência proposta na PEC 287/2016.

Por tudo isso, os milhares de aposentados e pensionista, bem como as demais categorias de trabalhadores brasileiros, que pretendem entrar no mercado de trabalho, que começaram em seus empregos, os veteranos, que já estão prestes a aposentar, exigem que Deputados e Senadores não aprovem a reforma da previdência. Se se dispuserem a fazer algo nesse sentido, que seja, como colocado acima, uma ampla e aberta discussão sobre o tema, sem temor, expondo as feridas e os abusos provocados por aqueles privilegiados. Não tenho a pretensão de tirar benefícios de ninguém, apenas quero que aja respeito com a classe trabalhara TÃO EXPLORADA neste BRASIL DOS EMPREITEIROS E AMIGOS DOS REIS.

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