Reforma Previdenciária

28/03/2019 por Roberto Infanti Deixe um comentário »

COMENTÁRIO INTERESSANTE DE UM LEITOR

Ao postar a intrigante questão da reforma da previdência, um leitor rebateu os argumentos ali colocados, se expressando de forma sensata, demonstrando  o seu ponto de vista, como abaixo publico.

Entendo que essa postura é extremamente democrática, trazendo questões importantes, que não me ative naquele momento, até para não tornar a postagem excessivamente grande.

Mas o mais importante é promover o debate. Com contribuições inteligentes, apartidárias e desprovidas de paixão.

Vejam como se manifestou o leitor, in verbis:

Roberto,

Em princípio concordo Contigo.

Porém, convém lembrar que a Previdência Social era Setorial, por categoria Profissional. É preciso ter consciência que cada Categoria tem suas especificidades. As condições de trabalho de um comerciário (só à guisa de exemplo) não são iguais às de um industriario.

Porque jogaram todos num mesmo “saco”, mudando o Sistema dos Antigos IAP’s para esse globalizante do INSS o que vem sendo sucessivamente submetido a sistemáticas e frequentes alterações. Mudanças sempre com o propósito de reduzir os direitos dos “beneficiários” (estranha denominação essa, “beneficio”; benefício recebe aquele que não contribui; aquele que contribui faz jus à um direito e não a um “beneficio”. Benefício recebe quem não contribui, um “mendigo”, por exemplo).

Fala-se muito, e raivosamente, sobre aposentadoria e “beneficios” dos militares (cujas atividades tem características bastante distintas das diversas categorias profissionais) entretanto, quedam-se mudos sobre a aposentadoria e beneficios ultrajantes recebidos pelos Políticos e a Alta Cúpula do Poder Judiciário (esses sim, recebem beneficios; eis que tais benefícios são bancados pelos Tributos pagos pelo Povo em geral).

Note-se ainda que o tal Empresário (basicamente o Grande Empresariado) não paga, absolutamente nada pelos benefícios recebidos pelos seus trabalhadores; eis que essa despesa é imbutida nos custos de bens e/ou serviços que fornece. Quem paga tais custos são os consumidores/usuários. Quando não sonega e se apropria das contribuições descontadas do Salário de

seus funcionarios/trabalhadores).

Por derradeiro, enfatizo o perigo da concentração da Previdência num único Órgão Previdenciário (o tal INSS). Note-se o colossal volume de recursos financeiros concentrados e administrado por essa corja política do “toma lá, dá cá”, que conduzirão, inevitavelmente, a outros clamorosos e dantescos DEFICITS. Basta esse fato para se imaginar quantas outras mais Reformas Previdenciárias haverão de ser feitas, de acordo com os mesmíssimos argumentos e lógica – REDUÇÃO DE DIREITOS E AUMENTO DAS EXIGÊNCIAS PARA RECEBIMENTO DAQUILO QUE SE PAGOU PARA TER!

Quem não sabe disso?! Quem não conhece a história?!

“BUSCAI A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ!”

Está escrito nas Escrituras Sagradas!

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