Kátia Abreu ganha prêmio “Motosserra de ouro”

06/02/2011 por Roberto Infanti Deixe um comentário »

Fico muito triste de observar que as novas gerações, vendo tudo o que está acontecendo em nosso planeta, como, alterações climáticas com o aquecimento global, tsunamis, furacões, enchentes e tantas outras catastrofes naturais, nada fazem para frear esse desenvolvimento insustentável. Quer me paracer que os jovens e os cito, por entender que são os principais interessados, pois são os herdeiros da Terra – 

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essen­cial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

- estão embriagados com as novas tecnologias, com as programações de televisão, cada vez menos elucidantes e mais picantes, contudo, extremamente fútil. Fico chocado ao verificar que onde moro, a temperatura de verão era de 25 (vinte e cinco) graus, hoje, a noite, que sempre é um pouco mais fria, chega a 30 (trinta) graus; já a temperatura de inverno, que chegava à casa dos -2 (menos dois) negativos, hoje, gira em torno dos 17 (dezessete) aos 22 (vinte e dois) graus.

É sem dúvida, de suma importância buscamos o desenvolvimento, com trabalho para o povo, qualidade de vida, porém, isso deve ser feito de forma sustentável, com planejamento e, acima de tudo, controle de natalidade.

Acredito que havemos de rever nossos valores, repensar nossa sociedade e, acima de tudo, deixarmos de ser hipócritas, acreditando e afirmando sermos melhores do que as outras espécies, COM QUEM DIVIDIMOS O PLANETA, e, em respeito a elas, adotarmos uma conduta menos egoista e agocêntrica, mais holística e menos ou nada antropocêntrica.

Muito me doi ver que o planeta está pedindo socorro e a humanidade faz ouvidos moucos.

Ate´mesmo os ambientalistas de plantão, que estão mais interessados em projeção social, aparecer nos noticiários e conquistar cargos nos governos, muitas vezes dão aval para operações duvidosas, com argumento na necessidade do desenvolvimento e crescimento econômico como bem maior. Esquecem-se de que estamos retirando muito mais do que a Terra consegue repor. Não precisa ser um gênio para fazer tal observação, basta comparar o desenvolvimento com sua conta bancária, vá fazendo retiradas, saques, pagamentos, sem o depósito correspondente e veja no dá. Gaste muito mais do que ganha e veja no que dá.

Em sintese, é isso que estamos fazendo com nosso planeta!  

Escrevo essas poucas linhas para expressar minha indignação com a matéria abaixo.

Kátia Abreu ganha prêmio “Motosserra de ouro” 

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) foi surpreendida ao receber um prêmio desagradável na Conferência do Clima da ONU (COP-16), que está acontecendo em Cancún, no México. Nesta quarta-feira foi agraciada com o troféu “Motosserra de Ouro”, condecoração que uma militante do Greenpeace tentou entregar à senadora na saída do hotel onde a representante do agronegócio está hospedada. Para a ONG ambiental, a honraria seria um símbolo “de sua luta incansável pelo esfacelamento da lei que protege as florestas do país”. 

“A senadora desprezou o agrado, visivelmente irritada, e deixou para a ativista apenas os comentários irônicos de seus assessores”, registrou o site oficial do Greenpeace. “A Cesar o que é de César”, acrescentou, explicando que a premiação foi concedida “por sua defesa ferrenha de mudanças no Código Florestal em prol de mais desmatamentos no Brasil”. Com indumentária indígena, uma militante abordou Kátia Abreu com a réplica de uma motosserra pintada de dourado. No twitter, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),lamentou ter encontrado na COP-16, “aqueles que fazem teatro em torno do meio ambiente para manterem seus salários.” 

A senadora do DEM já classificou a reserva legal como um “corpo estranho” na propriedade rural que afeta o lucro. A reserva legal varia de 20% a 80% do tamanho da propriedade. Na Amazônia é de 80% e na Mata Atlântica, de 20%.  

Fonte: Brasília Confidencial

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